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Associação de Educação Financeira do Brasil

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Educação Financeira desde cedo

O Brasil vai mal no ranking internacional de competência financeira. Mas há jovens que estão fora da curva — tanto que chegam a dar dicas de investimentos

Por Karla Mamona

Clique aqui para acessar a reportagem no site da Exame.

Foi o desejo de ganhar um par de patins que levou Carolina Bartunek, de 18 anos, a começar a investir na bolsa de valores. Aos 12 anos, ela pediu ao pai que lhe desse patins de presente no Natal. Seu pai, o gestor de fundos Florian Bartunek, explicou-lhe que, se ela pegasse o dinheiro, investisse na bolsa e tivesse um pouco de paciência, conseguiria comprar dois pares de patins, em vez de apenas um. “Dois, com certeza, é melhor do que um”, pensou a jovem. Foi assim que ela começou a aprender o que era ação. Com o passar dos anos, Carolina aprendeu a montar uma carteira de investimentos e criou um grupo na escola para trocar informações. O “clube de investimentos” tem atualmente cerca de 20 jovens. “Somos uma geração de imediatistas. Queremos o resultado logo”, afirma Carolina. “Mas no mercado é importante estudar e ter calma.”

Carolina é uma exceção em um país onde a educação financeira caminha a passos lentos. No mais recente exame do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), realizado em 2018, o Brasil ficou na 17ª posição entre 20 países. A média dos estudantes brasileiros em educação financeira (420), que avalia a capacidade de fazer contas básicas, ficou abaixo da média geral (505). Nesse quesito, o país ficou à frente apenas de Peru, Geórgia e Indonésia.

Em 2017, o Conselho Nacional de Educação decidiu que a educação financeira seria aplicada nas escolas de maneira transversal, e não por meio de uma única matéria. A medida passou a ser obrigatória neste ano. Mas não basta incluir a educação financeira na grade curricular. “Primeiro, os professores precisam se capacitar. Eles têm de aprender a ter consciência de consumo e de gasto, para depois poder ensinar”, diz Claudia Forte, professora e superintendente da Associação de Educação Financeira no Brasil. Desde sua criação, em 2011, a entidade capacitou cerca de 25.000 professores, atingindo 342.000 alunos em 184 municípios.

Quem também quer contribuir para promover a educação financeira no país é a B3. No começo deste ano, a bolsa de valores reformulou sua área de educação financeira e lançou uma plataforma de conteúdos digitais de finanças pessoais e investimentos. Com o lançamento do hub, a B3 extinguiu os cursos presenciais na sede da bolsa, em São Paulo. “Fizemos um reposicionamento na área de educação. Agora a B3 faz a curadoria e a organização”, diz Christianne Bariquelli, gerente de educação da B3.

O meio digital é importante para levar educação financeira a pessoas de todas as idades. Foi assim que Felipe Moleiro, de 12 anos, começou a se familiarizar com o tema aos 9 anos. “Ficava pensando como alguém pode ter tanto dinheiro para comprar mansões e carrões. E descobri que o dinheiro surge tanto pelo empreendedorismo quanto por investimentos.” Felipe decidiu buscar informações em livros e vídeos na internet. Depois, conseguiu convencer os pais a abrir uma conta em uma corretora. Hoje, ele já fala de investimentos como gente grande. Pelas redes sociais, compartilha dicas de para quem está iniciando no mercado. Conhecido como “Kid Investor”, Felipe já tem 36.000 seguidores no Instagram e 14.000 no YouTube.


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