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Até que a conta conjunta nos separe: 5 dicas de educação financeira para casais

Space Money

Por Carolina Unzelte

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Não é traição: 56% dos divórcios têm como motivo principal questões financeiras, aponta uma pesquisa de 2015 do Serasa Experian. E não é a falta de dinheiro, mas sim a dificuldade em resolver divergências quando o assunto é como fechar as contas no fim do mês. 

Para ajudar com seu amor e com sua conta conjunta, preparamos essa SpaceDica especial para ser lida a dois. 

1. Converse

Apesar de dividirem grande parte de suas vidas, muitos casais ainda não se comunicam sobre finanças. “Falar de dinheiro no brasil é sempre tabu”, diz a professora doutora Cláudia Fortes, superintendente da AEF (Associação de Educação Financeira do Brasil). “Culturalmente, é feio ter mais dinheiro que os outros, mas também não é aceito ter dívidas”. 

Assim, juntar as escovas de dente também é reunir backgrounds e ensinamentos familiares diferentes sobre a vida financeira, afirma a especialista. E conversar sobre o assunto não é necessário apenas à beira do altar. “É um diálogo dinâmico, pois os salários e despesas mudam de tempos em tempos”, completa Denise Miranda de Figueiredo, psicóloga e sócia do Instituto do Casal. 

2. Alinhe expectativas

Uma vez que o casal cria o hábito de conversar sobre dinheiro, fica mais fácil identificar os pontos em comum dentro dos objetivos financeiros. “O casal faz parte de uma equipe e tem que compartilhar de metas comuns a curto, médio e longo prazo”, afirma Denise. 

“Homens e mulheres têm diferentes comportamentos de consumo e não cabe uma estratégia para todos, já que temos uma diversidade de relações”, explica Cláudia. Chegar a um consenso sobre as afinidades é uma maneira de evitar endividamento, por exemplo. 

Na caminhada até um apartamento dos sonhos ou uma viagem desejada pelos dois, a professora dá a dica de nivelar as contribuições por porcentagens. 

“Muitas vezes, há desnível salarial entre casais”, lembra. “Assim, combinar de guardar 10% do salário, por exemplo, mesmo que um contribua mais do que o outro, iguala os esforços em termos de sacrifícios e dias trabalhados”. O sistema também evita ressentimentos e a abertura para que um controle o outro. 

3. Exponha suas fraquezas

O brasileiro teve o pior desempenho em Letramento Financeiro na última prova do PISA. Assim, não é de se estranhar que as pessoas caminhem para o matrimônio com problemas financeiros a serem resolvidos. “Muitas vezes alguém se sente reprimido, mas é necessário diminuir gastos individuais com vista em um objetivo em comum”, afirma Denise Miranda. “É preciso, além de uma conversa franca sobre possíveis dívidas, abrir mão de coisas pessoais”. 

“O modo como lidamos com dinheiro revela muito de nossas verdades e mentiras”, defende Claudia. Pessoas com compulsão de consumo, por exemplo, manifestam desejos e frustrações pela compra. “Não pode ter vergonha ou culpa em admitir esse tipo de coisa”, recomenda a professora. “Admitindo o problema, é possível mudar esse comportamento”.  

4. Esqueça preconceitos

Em casais heterossexuais, ainda é comum perceber a repetição de padrões machistas também na área financeira: o homem deve ser o provedor da casa, mulheres gastam demais… “Parceiros com nível sócio-culturais mais baixo sofrem bastante com essas ideias”, revela Denise. 

Para lidar com um problema tão enraizado na sociedade, os caminhos são mais difíceis e o ideal é quebrar os preconceitos na raiz. “A mulher moderna tem uma tripla jornada, como profissional, esposa e mãe”, diz Cláudia. “Nós rompemos o ciclo machista ensinando para os filhos, mais do que a igualdade, mas as capacidades femininas e peculiaridades de gênero”. 

5. Eduque as próximas gerações

Falando em crianças, uma vida financeira saudável a dois impacta diretamente o futuro familiar, uma vez que os pequenos aprendem principalmente por exemplo, diz Denise Miranda. “Eles são apresentados ao mundo do dinheiro pelos pais”, explica. “E é necessário que elas entendem que, às vezes, é necessário fazer sacrifícios pelo bem comum”. 

E, para Cláudia Fortes, a tarefa de pensar no longo prazo não é tão difícil para os mais jovens quanto para os adultos. “Quanto mais novos, mais imaginativos somos. E isso nos torna mais pacientes”, conta. “Conforme jogam o dinheiro no cofrinho, com pequenas poupanças, ficam ansiosos para o prêmio do doce ou brinquedo”.


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